“O acolhimento dos desprezados”

Grupo "Semeadores de Esperança" | TEMA III


ORAÇÃO INICIAL

Senhor Jesus, o Teu nome é Deus connosco.

Como o Pai, a Tua alegria é estar com os filhos dos homens, partilhando as suas vidas — exceto o seu pecado.

Como o Pai, procuras, nos caminhos e nos atalhos, os nomes tatuados na palma da mão. Próximo, tocas e perguntas; e vês no rosto de um publicano um coração de apóstolo.

Não queres o poder para derrotar César, pois o amor gratuito é a Tua força.

Não conheces impurezas rituais e desejas que seja adiada toda a oferta que esqueceu a caridade.

Senhor Jesus, Bom Pastor, ensina-nos a estender o olhar para além das grades do redil;

ensina-nos a procurar, vencendo a tentação de escritório aberto numa espera amorfa; ensina-nos a semear sem pressa de colher;

Ensina-nos que todas as horas são horas para propor a Vida e qualquer tempo é tempo de Deus!…

Amen.


LEITURA DO TEXTO (At 8, 26-40)

O Anjo do Senhor falou a Filipe e disse-lhe: «Põe-te a caminho e dirige-te para o Sul, pela estrada que desce de Jerusalém para Gaza, a qual se encontra deserta.» Ele pôs-se a caminho e foi para lá. Ora, um etíope, eunuco e alto funcionário da rainha Candace, da Etiópia, e superintendente de todos os seus tesouros, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém, regressava, na mesma altura, sentado no seu carro, a ler o profeta Isaías. O Espírito disse a Filipe: «Vai e acompanha aquele carro.» Filipe, acorrendo, ouviu o etíope a ler o profeta Isaías e perguntoulhe: «Compreendes, verdadeiramente, o que estás a ler?» Respondeu ele: «E como poderei compreender, sem alguém que me oriente?» E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto dele. A passagem da Escritura que ele estava a ler era a seguinte: Como ovelha levada ao matadouro, e como cordeiro sem voz diante daquele que o tosquia, assim Ele não abre a sua boca. Na humilhação se consumou o seu julgamento, e quem poderá contar a sua geração? Da face da terra foi tirada a sua vida! Dirigindo-se a Filipe, o eunuco disse-lhe: «Peço-te que me digas: De quem fala o profeta? De si mesmo ou de outra pessoa?» Então, Filipe tomou a palavra e, partindo desta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Boa-Nova de Jesus. Pelo caminho fora, encontraram uma nascente de água, e o eunuco disse: «Está ali água! Que me impede de ser baptizado?» Filipe respondeu: «Se acreditas com todo o coração, isso é possível.» O eunuco respondeu: «Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.» E mandou parar o carro. Ambos desceram à água, Filipe e o eunuco, e Filipe baptizou-o. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe e o eunuco não o viu mais, seguindo o seu caminho cheio de alegria. Filipe encontrou-se em Azoto e, partindo dali, foi anunciando a Boa-Nova a todas as cidades, até que chegou a Cesareia.


PISTAS PARA REFLEXÃO

1. “O anjo do Senhor... o Espírito do Senhor”. Como sempre acontece na história bíblica, é Deus quem, de forma mediada, guia a ação daqueles a quem é confiada uma missão. Dito de outro modo, o progresso da missão cristã é obra do próprio Deus, como o sugere a referência ao anjo do Senhor e ao Espírito do Senhor.


2. “Eunuco etíope”. É demorada a caraterização que Lucas faz do eunuco etíope. Dela se percebe facilmente que estamos perante alguém com uma função social elevada e acrescidos encargos. Pelo facto de ser eunuco, estava excluído da assembleia (cfr. Dt 23, 2), mas não deixava de ser um homem de sensibilidade e abertura religiosa. Regressa de Jerusalém, onde fora em peregrinação, a ler Is 53, 7-8.


3. “Compreendes verdadeiramente o que estás a ler?”. É esta pergunta que abre caminhos à dinâmica da fé, já que, ao suscitar uma resposta que também ela é uma pergunta (“E como poderei compreender, sem alguém que me explique?), nos coloca perante a sequência do caminho cristão: encontro, anúncio, catequese, batismo. Se, por um lado, se sublinha a importância das perguntas, por outro realça-se a necessidade de um guia espiritual que ajude a encontrar as melhores respostas e, depois disso, deixe de tornar-se necessário, porque a sua ação gerou pessoas conscientes e autónomas, capazes de seguirem o seu caminho evangelizador com determinação e alegria.


QUESTÕES PARA REFLEXÃO PESSOAL

1. Lido bem com as pessoas de condição diferente?

2. Sinto necessidade da catequese e de um guia espiritual?

3. Que importância dou à Palavra de Deus na celebração dos sacramentos?

4. Percorre o texto uma dinâmica litúrgica mais ou menos evidente. Qual será?

5. Será este texto um exemplo paradigmático da primitiva releitura cristã das Escrituras?


QUESTÕES PARA O COMPROMISSO

1. Como me posicionarei, a partir de agora, perante as diferenças (cor, cultura, forma de pensar e de viver), no seio da comunidade cristã?

2. Tenho consciência de que a ação da Igreja é, no seu todo, conduzida por Deus, nas muitas mediações de que Ele se serve para o efeito?

3. Como passarei a encarar o percurso cristão? Valorizando-o nos seus momentos (encontro, anúncio, catequese, sacramentos) e respeitando as precedências?


CÂNTICO

É tempo de ser esperança É tempo de comunicar, É tempo de ser testemunha de Deus


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