III Domingo da Quaresma



LITURGIA FAMILIAR

O Terceiro Domingo da Quaresma fala-nos de água que dá a alegria de viver, que sacia a nossa sede de paz e felicidade. Para nós, cristãos, esta sede só pode ser saciada pelo próprio Deus. Nesta ‘serie’ quaresmal, estamos a adquirir um novo hábito: alimentarmo-nos da ‘palavra que sai da boca de Deus’.

[proposta elaborada a partir da ferramenta ‘Ter uma só mensagem’ e dos subsídios publicados pelo padre Amaro Gonçalo Lopes]

SAUDAÇÃO

PAI OU MÃE: Hoje, vamos ‘visitar’ a experiência da Samaritana (Cf. João 4, 5-42). Jesus Cristo tem uma água que sacia toda a sede. Também nós, pelo Batismo, recebemos tão grande dom: o Espírito Santo que dá vida. Iniciemos este momento de oração: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amen.

PEDIMOS PERDÃO

FILHO/A: Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do teu amor. Senhor, misericórdia!

TODOS: Senhor, misericórdia!

FILHO/A: Mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança contigo. Preciso de ti. Cristo, misericórdia!

TODOS: Cristo, misericórdia!

FILHO/A: Resgata-me de novo, Senhor; aceita-me mais uma vez nos teus braços redentores. Senhor, misericórdia!

TODOS: Senhor, misericórdia!

ACOLHEMOS A PALAVRA

[Ver/ouvir a primeira parte do vídeo/audio]


Leitura do Santo Evangelho segundo São João

[aqui está um resumo; o texto completo pode ser lido pela Bíblia, no evangelho segundo João, capítulo 4, versículos 5 a 42]

Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar. Cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber». Respondeu-Lhe a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?» De facto, os judeus não se dão com os samaritanos. Disse-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva». Respondeu-Lhe a mulher: «Senhor, Tu nem sequer tens um balde, e o poço é fundo: donde Te vem a água viva?». Disse-Lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna». Suplicou a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la».


[Ver/ouvir a segunda parte do vídeo/audio]

PARTILHAMOS A PALAVRA

A samaritana pode ser qualquer pessoa habitada por uma sede desconhecida, qualquer pessoa que anda à procura e não se nega a ser saciada. No interior de muita gente, esta necessidade da água exprime-se quando estamos sedentos de riqueza, de poder, de afeto, de reconhecimento… É oportuno que cada um de nós se questione: Qual é a minha sede?

A maneira de ser de Deus é como deitar água numa terra árida, numa flor murcha e prestes a morrer. Essa porção de água é capaz de fazer o milagre de renovar o vigor da terra e da flor. Pouco a pouco, a terra está de novo irrigada, a flor volta a transmitir a sua fragrância e beleza.

«Se conhecesses o dom de Deus», diz à samaritana. «O mesmo diz Jesus a todos os leitores da Bíblia: ‘Se conhecesses a minha Palavra, terias aí uma fonte de água viva, para matar todas as tuas sedes, saciar as tuas fomes, encontrar um verdadeiro sentido para a tua vida’. […] O ‘dom de Deus’, que é a sua Palavra, o maior dom que Deus nos oferece por meio do seu filho Jesus. […] É urgente procurar o poço, encontrar o poço!» (Herculano Alves). Como está o teu coração: sedento ou saturado, aberto ou fechado ao dom de Deus?

PRECES

Digamos, como a samaritana: Senhor, dá-nos dessa água!


> Porque a Igreja nasceu do teu lado e do teu coração, donde vimos correr sangue e água, e agora se renova na água do Batismo, nós te pedimos: Senhor, dá-nos dessa água!

> Porque muitos, fartos de tudo, deixaram de ter sede e porque muitos, cheios de sede, estão fartos de tudo, queremos o amor que sacia e a Palavra que alimenta. E por isso te pedimos: Senhor, dá-nos dessa água!

> Porque muitos te procuram, enganados por águas inquinadas e se saciam em fontes envenenadas, nós te pedimos: Senhor, dá-nos....

> Porque só tu podes saciar a nossa sede e derramar o teu Espírito de amor, nós te pedimos: Senhor, dá-nos dessa água!


Senhor Jesus, és o dom de Deus, o Salvador do mundo. A ti imploramos a vitória sobre o flagelo deste vírus que está a alastrar, a cura dos doentes, a proteção dos que estão sãos, o auxílio para quem presta cuidados de saúde. Abre o nosso coração e sacia-nos com o teu amor.

COMPROMISSO

Na pele da Samaritana, damo-nos conta da rotina da nossa existência e da monotonia da nossa vida. Esta semana, em tempo de abstinência e privação, em tempo de ‘quarentena’, podemos passar um dia ‘a pão e água’, exercitando assim o sentido do gosto ou do paladar, através da experiência de duas necessidades humanas fundamentais: a fome e a sede. ‘Um dia a pão e água’ é, seguramente, uma expressão muito forte, mais simbólica do que real.

A proposta vai no sentido de valorizar a água e o pão simples, em detrimento das bebidas doces, dos refrigerantes, ou dos bolos e da comida de plástico. Deste modo, poderemos apurar o sentido do sabor e estaremos mais despertos para ter fome de Cristo, Pão da Vida, e mais preparados para ter sede de Cristo, rochedo de Água viva, para a vida eterna!


Bendigamos o Senhor! TODOS: Graças a Deus!


Liturgia Familiar (PDF)

Liturgia Familiar_anexo (PDF)


Subsidios preparados por laboratoriodafe.pt

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