Faz nascer o Natal



Foi recentemente polémico um manual de boas práticas que a Comissão Europeia fez circular internamente onde convidava, como sendo uma proposta inclusiva, os seus funcionários desejassem “boas festas” em vez de “Bom Natal”.

Não nos prenunciamos da legitimidade ou não do que foi proposto, mas julgamos que para cada cristão este episódio deve servir de alerta para que o tempo de Natal, que é de “gestação”, não morra no tempo.

Urge fazer nascer o Natal. Neste advento foi-nos proposto um processo de “gestação”, inspirado no plano pastoral diocesano que nos diz que “onde há amor, nascem gestos”. A nossa salvação (o Salvador) nasce no Natal, e por isso é imprescindível que o Natal possa nascer dentro de nós. Para isto cada batizado deve sentir-se como uma mãe que se prepara, com gestos concretos, para dar à luz, para fazer nascer o Natal. Começamos por germinar, sorrimos, saltamos de alegria, saudamos como Maria, para depois embalarmos o Natal. Gestos concretos que nos ajudam a um verdadeiro processo de “gestação”.

Tudo à nossa volta nos faz ver que estamos em festa. É impossível não perceber que o tempo é de festa. Para quem vive apenas do que os olhos conseguem ver, talvez baste dizer boas festas. Mas para quem faz do coração um verdadeiro é necessário desejar bom Natal.

Desejamos que em cada família da nossa comunidade possa nascer o Natal. Para esta “gestação” apenas é necessário amor, pois é este o verdadeiro berço onde nasce o Natal.

Bom Natal.