Gratidão: As palavras finais!

Atualizado: 17 de Out de 2018


O Sr. Pe. Pedro Daniel, a terminar a celebração eucarística na qual a numerosa assembleia que lotou a Igreja de São José deu graças a Deus pelo dom do seu ministério pastoral em Fafe, ao longo de 7 anos, proferiu as seguintes palavras que publicamos integralmente:



Agradecimento final

Por força da emoção que toma conta de mim neste momento, e para que ela não me prolongue demasiadamente as palavras que agora quero dirigir-vos, sirvo-me deste texto escrito, que leio sentindo o peso e a emoção de cada uma das suas palavras.

Esta é uma celebração de agradecimento, para dizer «obrigado», não ao P. Pedro, mas a Deus que foi e é o responsável de tudo quanto vivi, experimentei, recebi e partilhei nesta Comunidade Paroquial que me acolheu e noutras onde pontualmente fui colaborando.

Agradeço, por isso, a Deus, que me chamou ao Sacerdócio e me “enviou” para esta Comunidade Paroquial de Santa Eulália. Deus sabe o que faz e porque o faz melhor que ninguém… Foi sempre este o meu pensamento desde o primeiro minuto, quando soube que seria ordenado e nomeado Pároco de Fafe. Nesse mesmo dia, anterior à minha ordenação - ainda era Diácono - com os meus pais e irmã vim tomar um café na Rua do Retiro, para desde logo sentir a presença e o peso do rabanho que o Senhor me tinha confiado… Deus tinha razão… Deus sabia que era nesta “terra” que eu me iria realizar como Pároco e Sacerdote e que era aqui que seria muito feliz vivendo o ministério que ele me confiou. Deus sabia que era esta a “escola” onde poderia continuar a aprender a ser um Pastor à imagem e à medida de Jesus Cristo. Ainda bem que confiei e me entreguei, pois nunca nada me faltou, e sempre O senti bem perto de mim…

Agradeço ao Sr. P. Fernando, P. Abel, P. Delfim, P. Nuno e P. José António, que foram os meus mestres e companheiros de viagem e luta e nunca me faltaram e a quem ficarei grato e devedor para sempre por toda a ajuda e amizade que me dedicaram. Trabalhar em Equipa Sacerdotal é, sem dúvida, uma bênção que nos enriquece e fortalece e que muito agradeço.

Agradeço a toda a Comunidade Paroquial o acolhimento e compreensão que sempre teve comigo. Embora fosse justo fazê-lo e quisesse, não é possível, neste momento, personalizar todos os grupos, movimentos, famílias e pessoas que me ajudaram ao longo destes anos e sempre manifestaram o seu apoio e carinho. O Conselho Económico Paroquial, que sempre foram como uma família, as crianças e adolescentes da Catequese, dos Escuteiros, dos Acólitos e os nossos jovens; os idosos e doentes que visitamos, os catequistas e membros de todos os movimentos e corais da Paróquia, responsáveis das Capelas das várias Zonas e Sacristães, as nossas funcionárias da Paróquia, as dezenas de colaboradores e voluntários, são muitos e muitos os rostos e as histórias que ficarão para sempre no “álbum da minha vida”. Agradeço também às Instituições civis da cidade (políticas: Junta e Câmara), desportivas, sociais, culturais e a todos os órgãos de comunicação social com quem a nossa Paróquia procurou trabalhar sempre de perto, em grande colaboração e com grandes frutos para todos.

Foram 7 anos de muito trabalho, dedicação, mudanças e reformas, procurando sempre que a nossa Paróquia fosse uma “família” aberta a todos, onde todos tivessem lugar, e todos se sentissem felizes. Sempre procuramos que em cada ano se inovasse, se desse mais um passo, se alargasse o horizonte, para chegarmos cada vez mais perto de todos e assim, mais perto de Deus. Muito foi feito, é verdade, mas mais está ainda por fazer, por isso desejo que a Comunidade continue este caminho com muita esperança e confiança pois o Pe. José António (novo Arcipreste de Fafe) é a agora a pessoa indicada por Deus para liderar esta Paróquia e, com a sua boa disposição, iniciativa, alegria e inteligência, continuar a servir e elevar para Deus esta Família. Desejo também, ao Pe. Vítor Araújo, recém ordenado e nomeado Pároco de Fafe e Fornelos, as maiores felicidades e que se sintam muito feliz no meio de vós, para isso, recebei-o de braços abertos e colaborai sempre com ele.

Aos Sacerdotes do Arciprestado de Fafe (agradeço os que puderam estar presentes), sem esquecer os que foram partindo para outras missões ou para o reino eterno, deixo também uma palavra de muita gratidão pela ajuda e força que sempre me deram, pela confiança que depositaram em mim ao indicarem-me como Arcipreste durante 5 anos, e nos quais realizamos um trabalho maravilhoso, criando um espírito de família sacerdotal, partilhando iniciativas, renovando as Comunidades, renovando o Clero do Arciprestado… que este caminho continue, pois os frutos deste trabalho já se vão sentindo.

Para terminar os agradecimentos quero, por fim, agradecer à minha família aqui presente (meus pais, irmã e avô) que sempre me acompanham há mais de 22 anos, desde que saí de casa para seguir o chamamento do “Senhor”… Sempre me apoiaram, deram força, acolheram e cuidaram, e por isso são as pessoas mais importantes da minha vida sem as quais nunca teria conseguido ser quem sou… Muito obrigado de coração também para eles.

Na Sagrada Escritura e na traição judaico-cristã, o número 7 não exprime tanto a perfeição mas sobretudo a totalidade, a plena realização ou cumprimento de algo…

Foram 7 os anos que permaneci como Pároco desta Comunidade Paroquial de Santa Eulália de Fafe e, de coração agradecido, parto para uma nova missão que me foi proposta e que aceitei com toda a liberdade.

Estes 7 anos, para mim, não têm o sabor da “perfeição”, pois todos temos as nossas falhas e também eu falhei e não terei sido, algumas vezes, a imagem do «Bom Pastor» que deveria ter sido. No entanto, estes 7 anos têm o sabor da plena realização e pleno cumprimento da minha missão, pois em todos os momentos e atividades procurei dar sempre tudo o que de melhor tinha e sabia por esta Comunidade e por cada um de vós.

Mentiria se vos dissesse que foi fácil para mim tomar esta decisão. Na verdade, não foi. Precisei de parar, rezar, consultar a família, e após discernir e entender que esta era, também, a vontade de Deus, decidi novamente, confiar. Por isso, aceitei a proposta que me foi feita pela Arquidiocese, e parto na certeza de que não vos abandono nem vos deixo, mas levo esta Comunidade no coração, e onde estiver estareis sempre nas minhas intenções, nas minhas orações, na minha memória e no meu coração. Como já tive oportunidade de dizer, não posso ficar em Fafe para sempre, mas Fafe ficará sempre no meu coração, e onde estiver procurarei dar um bom testemunho e as melhores referências desta terra que tão bem me acolheu e me tratou durante estes anos. Não sendo fafense de sangue nem nascimento, serei sempre de coração, por isso levarei o bom nome desta terra e das suas gentes sempre comigo.

Por fim, queria manifestar ao Pe. José António e ao Pe. Vítor, a minha disponibilidade para colaborar com Comunidade sempre que necessário. E ao Pe. José António, particularmente, agradecer a maravilhosa experiência deste ano em Fafe, todo o trabalho realizado, a sua humildade e prontidão para tudo e todos, e a sua amizade, que ficará para sempre. É uma pessoa com um coração enorme e uma grande vontade de trabalhar e isso, para um Sacerdote, é fundamental. E agradeço esta bela celebração que preparou, juntamente com toda a Comunidade.

De coração agradecido e reconhecido, a todos sem exceção, muito muito obrigado!


P. Pedro Daniel Faria Marques








(as forografias foram gentilmente cedidas por Raúl Venâncio)

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