Dia da Mãe

O testemunho de três mães.



Gerar um novo Ser e Ser Mãe

Ana Soares


Descobrir que estava grávida foi sentir uma felicidade indescritível, tanto para mim como para o meu marido. Foi sentir que o nosso amor, a nossa união, estava a dar frutos e a fazer crescer a nossa família. Desde esse momento que começamos a idealizar toda a gravidez, se será menino ou menina, imaginar como serão as ecografias, as suas feições, querer dar esta boa nova a toda a família e amigos e, acima de tudo, torcer para que tudo corra bem, que seja um bebé perfeito e com saúde.

Se por um lado transbordamos de felicidade, por outro começamos também a sentir um misto de emoções, entre elas, medo, nervosismo e ansiedade, sentimentos normais desta nova fase: “Será que serei boa mãe e bom pai?”; “Estarei à altura desse novo desafio?”; “Será que o meu corpo está preparado para todas as mudanças normais e necessárias para que toda a gestação corra bem?”; “E quando nascer, vamos saber prestar todos os cuidados necessários a um Ser tão pequenino e que depende 100% de nós”?

Confesso que dei por mim a pensar que na escola aprendemos diversas disciplinas importantes para a nossa vida profissional, mas não nos ensinam a ser mãe ou pai. Esses ensinamentos e valores são essencialmente transmitidos pela nossa família e agora percebemos as preocupações dos nossos pais. Em relação a estas dúvidas, a família e amigos à nossa volta contam-nos a sua experiência, dão os seus conselhos e tranquilizam-nos dizendo “não te preocupes, é instintivo, quando ele nascer tu vais saber o que fazer”.

Esta partilha de saberes conduziram-me a uma conclusão: todas as gravidezes são diferentes.

A minha e a de muitas mulheres que estão grávidas neste momento está também a ser pautada por esta crise pandémica. Este novo vírus, ainda pouco conhecido mas com uma elevada taxa de transmissão, leva-nos a muitas incertezas, inseguranças e receios do momento que estamos a viver. Nesta reta final da minha gravidez que já leva oito meses, confesso que se por um lado não vejo a hora de conhecer o meu filho, de o ter nos meus braços e de sentir os verdadeiros desafios da maternidade, por outro lado tenho receio de ser “apanhada” pelo vírus e de o transmitir ao meu bebé. A Organização Mundial de Saúde tem-nos tranquilizado quanto à baixa transmissão materno-fetal deste vírus e o nosso Sistema Nacional de Saúde está em constante adaptação pelas descobertas diárias que são feitas em todo o mundo. Felizmente consegui fazer todos os exames necessários e todas as consultas (ou teleconsultas). Mas também sei que nem todas as grávidas tiveram esta oportunidade, gerando assim mais ansiedade.

Porém, da troca de experiência com outras grávidas e, essencialmente, do contacto que tenho com diversos profissionais de saúde, o sentimento “Medo” que marcou o meu mês de Março e início de Abril deu lugar agora ao sentimento “Calma” pois é percetível que os vários profissionais de saúde atualmente têm mais conhecimento, estão mais equipados a nível de materiais de proteção, têm adotado novas medidas de segurança que nos ajudam a tranquilizar para que “a nossa hora” seja o mais humana possível, com a máxima segurança para nós, para o nosso bebé e também para eles. E se em algum momento estou mais ansiosa, o meu filho faz questão de se manifestar dentro da minha barriga, através dos seus movimentos carinhosos, e transmitir-me que a nossa ligação é essencialmente pautada por segurança e alegria e assim disfrutar desta nova etapa da minha vida: Ser MÃE.

É esta felicidade de ser Mãe que me faz acreditar que vai ficar tudo bem, para mim, para ele e para todos nós. E, como disse o Papa Francisco na sua homilia do dia 03/04/2020, “Gostaria de agradecer às jovens mães que enfrentam os medos compreensíveis. E obrigado também a quem as ampara com afeto, com competência. As crianças que nascem em tempos de #coronavírus são um sinal de grande esperança.”


Ser MÃE, mais do que uma graça, uma missão…

KátiaGalvão


Nunca a minha missão de mãe foi vivida tão intensamente como neste momento de pandemia mundial que todos nós atravessamos.

Sempre fui uma mãe muito presente na vida dos meus três filhos e agora mais do que nunca.

O medo, a preocupação, a incerteza fizeram-me estremecer, não por mim, mas por eles…

O amor, esse permanece mais forte do que nunca, mesmo que a paciência tenha dias menos bons e que continue a ser “chata”, na voz do meu filho mais novo!

Acima de tudo, procuro, sempre com o apoio incondicional do meu marido, viver a maternidade como uma caminhada, que não se faz sozinha, mas em família, dando o melhor de mim com um único objetivo, fazer os meus filhos FELIZES.

FELIZES, mas conscientes das dificuldades, da importância da entreajuda, da solidariedade, do respeito pelo próximo e pela natureza, com a certeza de que Deus estará sempre no nosso caminho.


MãE - Palavra pequena com significado infinito

Maria Nise Sousa


Quando fui MÃE pela primeira vez, foi algo divino sem explicação, um sentimento lindo, eterno que me fez virar uma protetora incondicional. A maternidade trouxe-me inúmeras aprendizagens, uma delas a importância da MÃE na vida de seu filho, o carinho e o cuidado como algo extremamente valioso. Ao ser MÃE, o amor transmitido desde o nascimento do filho, muda completamente a sua vida. Agradeço a DEUS todos os dias por permitir que eu fosse MÃE e amiga de dois filhos maravilhosos. Fui uma MÃE feliz em acompanhar o seu crescimento na aprendizagem e na educação, tendo também sido muito bem apoiada, e para depois os ver bater as asas e voarem sozinhos. Sendo eu MÃE duas vezes pois já sou Avó, sinto-me uma MÃE privilegiada. Agradeço à MÃE DE DEUS por, no dia do meu casamento lhe ter pedido a sua proteção e ter sido acolhida.

FELIZ DIA DA MÃE

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